Vivendo com Ácido Fítico – Parte I 20/10/2013

O artigo traduzido abaixo foi o que iniciou toda esta busca por alimentação tradicional, todos os questionamentos sobre alimentos modernos, sobre a idoneidade dos ingredientes dos produtos que enchem as prateleiras dos supermercados, sobre querer ter o direito de decidir sobre minha saúde e até que onde este direito vai.

Não consigo expressar surpresa e decepção suficiente em relação ao fato de que eu nunca havia ouvido falar em Ácido Fítico e pior: ninguém que eu conheço sabia de sua existência e efeitos negativos sobre nosso organismo.

Ficou tudo muito mais claro… obesidade, diabetes, osteoporose, alergias alimentares, dores de cabeça, dificuldades digestivas, constipação, e tantas outras condições crônicas que aprendemos a aceitar como normais podem iniciar seu caminho reversível se prestarmos atenção a este componente natural que está na mesa de todo mundo.

Portanto aqui está o artigo que mudou minha saúde, minha lista do mercado e a maneira como vejo a política da indústria de alimentos.


Escrito por Ramiel Nagel

Sexta-feira, 26 de março de 2010 16:09

Preparando  cereais, nozes, sementes e grãos para máxima nutrição.

Ácido fítico em cereais, nozes, sementes e grãos representam um sério problema em nossa dieta atual.  O  problema existe porque perdemos contato com a nossa herança ancestral de preparo de alimentos do modo tradicional. Em vez disso, escutamos os gurus da nutrição e saúde e teoristas modernos que promovem o consumo de alimentos crus e integrais não processados corretamente, ou acabamos consumindo um nível elevado de ácido fítico em alimentos comerciais como pão integral e cereais industrializados no café da manhã. Mas cru definitivamente não é o caminho natural para se consumir cereais, nozes, sementes e grãos, mesmo alguns  tubérculos, como inhame, batata doce, muito menos os processos de rápido cozimento, ou processamento em temperaturas altas e extrusão (injeção `a alta pressão e temperatura como são feitos os cereais).

Ácido fítico é a principal forma de armazenamento de fósforo em muitos tecidos vegetais, especialmente na casca dos cereais e outras sementes. Ele contém o mineral fósforo firmemente preso em um floco como uma molécula. Em humanos e animais com um estômago, o fósforo não é prontamente bio-disponível.

Além de bloquear a disponibilidade de fósforo, os braços da molécula do ácido fítico se ligam facilmente com outros minerais, tais como cálcio, magnésio, ferro e zinco, tornando também estes indisponíveis. Desta forma o composto é chamado de fitato.

O ácido fítico não só agarra, quela, sequestra os minerais importantes, como  também inibe as enzimas necessárias para digerir os alimentos , incluindo pepsina, necessária para a quebra de proteínas no estômago e amilase, necessária para a repartição do amido em  açúcar. A Tripsina que é necessária para digestão das proteínas no intestino delgado também é inibida pelo fitato.

Através de observação eu tenho testemunhado  o poderoso efeito anti-nutricional de uma dieta com  alto teor de fitato,  rico em cereais nos meus familiares, com vários problemas de saúde, como resultado, incluindo cáries, deficiências de nutrientes, falta de apetite e problemas digestivos.

A presença do ácido fítico em tantos alimentos agradáveis que consumimos regularmente torna imperativo sabermos como preparar estes alimentos para neutralizar o ácido fítico  tanto quanto possível, e também para consumi-las num contexto de uma dieta contendo fatores que atenuam os efeitos nocivos do ácido fítico.

Molécula do ácido fítico hexagonal com um átomo de fósforo em cada braço.

Veja a parte II aqui.


Meu nome é Cristine e este blog é para você. Ele também representa um novo começo para mim.

Sou apaixonada por saúde, moro na Florida, USA e administro nossa empresa de exportação.
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