AZEITE DE CANOLA – Saudável??? 26/12/2013

Se você como eu, caiu no conto da carochinha e acreditou que óleo/azeite de Canola é saudável, meu respeitável amigo, você não está sozinho.

Você sabia que numa pesquisa de mídia popular ( que pena que não salvei esta info) as pessoas sentem-se atraídas pelo azeite de Canola porque rima com Granola? 

Este foi um dos artigos que mais me chocou quando comecei a estudar saúde. Foi como um grande escândalo!  E me deixou irada também sabendo que fomos todos enganados pela indústria alimentícia cujos objetivos não passam de interesses monetários. Como que o azeite de Canola recebeu o rótulo de “Heart Healthy” (saudável para o coração) ? Esta é uma longa história que começou na década de 70 recheada de drama político e interesses financeiros do departamento de agricultura e de alimentos e medicamentos que vamos deixar para um outro hora.

Abaixo você vai ler o artigo traduzido da Revista Well Being Journal, Edição Novembro/Dezembro 2012 Vol 21 No 6.

AZEITE DE CANOLA – ISTO É SAUDÁVEL?

Por Bruce Fife, Médico Naturopata

“Não existe a planta canola nem mesmo a semente.”

 “É um óleo desenvolvido pelo homem, nunca visto na natureza.” 

 Sempre que compro comida, há certos ingredientes que eu procuro evitar.

Um deles é o óleo de canola. Eu nem toco nele. Leia Mais

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Vivendo com Ácido Fítico – Parte V 21/11/2013

Continuação da Parte IV

Quando eu li esta parte do estudo do ácido fítico eu entendi porque algumas pessoas vegetarianas cuja alimentação é baseada em grãos e que não aplicam os cuidados necessários para seu consumo adequado podem apresentar tantos problemas de desnutrição.

Os grãos em seu estado natural são anti-nutritivos!

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Hoje em dia com a conveniência dos enlatados (que, diga-se de passagem, já são contaminados no momento em que são enlatados porque a lata recebe um tratamento químico que é aplicado por dentro e que funciona como um filme entre o alimento e a lata para prevenir corrosão.), pré-cozidos (sem neutralização dos grãos e com alta temperatura que destrói nutrientes) e restaurantes ficou muito fácil preparar uma refeição rápida, mas o preço que se paga a longo prazo não compensa. Recentemente li artigos sobre ex-vegetarianos, mas isso é assunto para um artigo futuro que enfrentaram todo tipo de disfunção metabólica, perda óssea, anemia, problemas de trato intestinal, digestivo devido ao consumo errado de soja, grãos, nozes e sementes e que tiveram que aprender à duras penas o caminho de volta à saúde. Isso é também prova de que feijão na mesa todo dia não é necessariamente receita de fortalecimento, a não ser que o feijão tenha sido deixado de molho por pelo menos 24hrs em água com um pouco de vinagre de maçã vivo, soro de leite, limão ou kombucha e depois enxaguado antes de cozinhar para reduzir os anti-nutrientes dos grãos.

Veja abaixo:


O LIMIAR DO FITATO

Germinação libera vitaminas e faz grãos, feijões e sementes mais digestas.

Ao que parece, uma vez que o nível de fitato foi reduzido, de tal forma que há mais fósforo disponível que fitato no grão, temos passado um ponto crítico e o alimento se torna mais benéfico do que maléfico.  A retenção de fósforo diminui quando o fitato na dieta é de 30-40 % ou mais do total de fósforo. Para uma saúde melhor, fitatos devem ser reduzidos, tanto quanto possível, o ideal é de 25 miligramas ou menos em cada 100 gramas, ou cerca de 0,3% dos alimentos ingeridos que contenham fitato. Neste nível, a perda de micronutrientes é minimizado. (Mais tarde publicaremos uma tabela de níveis de fitato em diversos alimentos)

Arroz e pão branco são alimentos com baixo nível de fitato porque seu farelo e gérmen foram removidos, e é claro, eles também estão desvitalizados de vitaminas e minerais. Mas o baixo teor de fitato dos carboidratos refinados podem explicar por que razão alguém cuja família que come farinha e arroz brancos podem parecer ser relativamente saudáveis e imunes às cáries enquanto que comer pão integral e arroz integral poderia sofrer de cáries, perda óssea e outros problemas de saúde.

FITATOS E GERMINAÇÃO

Produtores caseiros de cerveja sabem que para fazer cerveja, eles precisam germinar os grãos. Deixar de molho e germinar sementes é uma boa ideia, mas isso não elimina completamente o ácido fítico.Uma quantidade significante de ácido fítico permanecerá na maioria dos grãos germinados. Por exemplo, o processo de maltagem reduz o ácido fítico em trigo e cevada em 57%. Maltar ( processo de imersão do grão em água, germinação e secagem ) reduz mais anti-nutrientes do que assar.  Eu outro experimento, maltar também resulta na diminuição de 23.9% do ácido fítico após 72 horas e 45.3% após 96 horas.

Em leguminosas, germinação é a maneira mais eficaz de reduzir ácido fítico, mas este processo não elimina  todo o ácido. Germinar amendoins levou a uma redução de 25% de fitatos. Depois de cinco dias de germinação, o grão-de-bico manteve cerca de 60%  do seu conteúdo de fitato e as lentilhas mantiveram cerca de 50% de seu ácido fítico original. Germinar e ferver ervilha d’angola e “bambara groudnut” reduz 56% do ácido fítico. Germinar feijão preto resultou na redução de 75% do ácido fítico após 5 dias de germinação. A germinação é mais efetiva em altas temperaturas, provavelmente por que o calor estimula uma condição que imita a fermentação. Para  painço pérola , germinação em 33º C por um período mínimo de 48 horas remove 92% do fitato. Em 28º C, mesmo após 60 horas, apenas 50% de ácido fítico foi removido. Temperaturas acima de 30º C parecem ideais para remoção do fitato, pelo menos para o painço.

Germinação libera vitaminas e faz grãos, feijões e sementes mais digestas. Entretanto, é uma pré-fermentação, e não um processo completo para neutralizar o ácido fítico. Consumir regularmente os grãos que são apenas germinados  vai levar à ingestão excessiva de ácido fítico. Grãos germinados também devem ser deixados de molho e cozidos.

 

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Vivendo com Ácido Fítico – Parte IV 19/11/2013

Continuação da Parte III

Depois de aprender sobre Fitase e Ácido Fítico, e eu sei que estou sendo um tanto repetitiva, mas não se pode frisar o suficiente a gravidade deste perigo alimentar moderno que é tratado com tamanha irresponsabilidade pela indústria de alimentos processados, que distorce as informações para vender um produto prejudicial como sendo saudável como é o caso dos Cereais Integrais e de Fibra ( All Bran).

Sim, cereais processados fazem mal à saúde! O processo de altas temperaturas às quais os grãos são submetidos sob pressão que é chamado de extrusão mata o componente essencial para a digestão do grão. Seria como enviar você a uma expedição pelo deserto com um cantil de água SEM água. Ou enviar um soldado à guerra sem arma.

Por isso temos que investigar e duvidar de todos os comerciais de alimentos e fazer nosso dever de casa estudando sobre o assunto, já que só temos 1 corpo. Veja abaixo:


FITASE

 O processo de germinação ativa fitase, reduzindo assim o ácido fítico.

 Cereais feitos de   “all bran” ( fibra) e grãos integrais são a receita perfeita para problemas digestivos e deficiências minerais.

Fitase é a enzima que neutraliza o ácido fítico e libera o fósforo. Esta enzima co-existe em  alimentos vegetais que contêm ácido fítico.

Animais ruminantes, como vacas, ovelhas e cabras não têm problemas com ácido fítico porque a fitase é produzida pelos micro-organismos ruminais; animais monogástricos também produzem fitase, embora muito menos. Camundongos produzem trinta vezes mais fitase que os humanos, assim sendo são muito felizes comendo uma matéria-prima de  grão inteiro. Os dados dos experimentos sobre ácido fítico usando camundongos e outros roedores não pode ser aplicado para os seres humanos

De um modo geral, os seres humanos não produzem fitase o suficiente para consumir grandes quantidades de alimentos com  alto teor de fitato regularmente. No entanto, os lactobacilos probióticos e outras espécies da microflora endógena digestiva podem produzir fitase. Assim, os seres humanos que possuem uma boa flora intestinal terá mais facilidade com alimentos que contenham ácido fítico.O aumento da produção de fitase da microflora intestinal explica por que alguns voluntários pode se ajustar a uma dieta de  alto teor de fitato. O processo de germinação ativa a fitase, reduzindo assim o ácido fítico. O uso de grãos germinados irão reduzir a quantidade de ácido fítico para a alimentação dos animais, sem redução significativa de valores nutricionais.

Farinhas e sementes umedecidas ou germinadas em um meio ácido a temperaturas medias, como num processo de fermentação, também ativa a fitase e reduz ou elimina o ácido fítico.

Antes do advento da agricultura industrial, os agricultores normalmente embebiam grão triturado em água quente antes de colocá-lo para aves e porcos. Hoje em dia, os produtores de alimentos para animais adicionam fitase nas misturas de grãos para obter um melhor crescimento em animais. Fitases comerciais geralmente são produzidos usando tecnologia de DNA recombinante. Por exemplo, o gene da fitase bacteriana foi recentemente introduzido na levedura para a produção comercial.

Nem todos os grãos contêm fitase suficiente  para eliminar o fitato, mesmo quando devidamente preparado. Por exemplo, milho, painço, aveia e arroz integral não contém fitase suficiente  para eliminar todos o ácido fítico que contêm. Por outro lado, o trigo e o centeio contém altos níveis de fitase, trigo contém quatorze vezes mais fitase que arroz e centeio contém mais que o dobro de  fitase do que o trigo. Umedecer ou fermentar estes grãos, quando moídos na hora, em um ambiente aquecido, irá destruir todo ácido fítico. O alto nível de fitase no centeio explica porque este grão é o preferido para fermentação de pães.

A fitase é destruída pelo aquecimento por vapor de aproximadamente 80º C em dez minutos ou menos. Molhada em uma solução, a fitase é destruída a 55 a 65º C. Embora aquecer não deixa de ser uma extrusão, este processo destruirá totalmente a fitase – pense nos cereais de fibras como os Brans, muito alto em ácido fítico mas sem fitase alguma que foi destruída no processo de extrusão. Cereais feitos de   “all bran” ( fibra) e grãos integrais são a receita perfeita para problemas digestivos e deficiências minerais.

Veja aqui a Parte V

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Multi Vitaminas – Parte I 11/11/2013

O solo do nosso planeta está ficando tão pobre, que mesmo que você se dedique bastante em ter uma dieta balanceada, orgânica e composta de alimentos densos em nutrientes preparados da maneira correta, temos que nos perguntar se as plantas e animais estão conseguindo retirar do solo os nutrientes necessários para se tornarem nutritivos quando os consumimos. Principalmente se a maioria dos alimentos que você consome está vindo do supermercado. Os alimentos de supermercados são produzidos em grandes quantidades, em fazendas que nunca descansam. Por isso comece a explorar as imediações do lugar onde você mora e busque produtores locais que produzem alimentos com composto orgânico, que aplicam o sistema de rodízio do uso da terra e que é claro, não use pesticidas. Você estará colaborando com a prosperidade da sua comunidade, com a saúde do planeta e a sua (estes 2 sempre andam de mãos dadas). 

Por estas e outras eu também uso suplementos vitamínicos. Aliás, minha salvação em 2012 foi a descoberta do magnésio. Eu fui diagnosticada com síndrome das pernas inquietas pelo Dr Atílio de Curitiba, apesar de eu não ter nenhum dos sintomas que formam o perfil desta síndrome.  Inicialmente busquei ajuda médica porque eu estava tendo apnéia central e as crises estavam se tornando por demais desconfortáveis. Quando questionei o diagnóstico e a medicação que ele me receitou, que também é usada para tratar  mal de Parkinson,  o Dr Atílio simplesmente sumiu e não respondeu mais meus emails ou telefonemas, em vez disso botou a secretária a responder meus emails tão vagos quanto estacionamento da Oktoberfest em Junho.  Bom, o Paul disse que deveríamos pesquisar tudo que podíamos sobre este problema e com a experiência que ele acumulou na década de 90 quando era dono de uma loja de produtos naturais e suplementos alimentares, aprendi muita coisa sobre vitaminas. O magnésio é um relaxante do sistema nervoso e passei a consumir uma colher do magnésio em pó “Calm” diluído em 1 copo de água. O Pó é mais rapidamente absorvido porque não precisa passar pelo processo digestivo total para ir para a circulação sanguínea. Também adicionei Potássio que tem propriedades benéficas ao sistema nervoso. Estes 2 sozinhos já me ajudaram a dormir melhor reduzindo as crises de apneia em pelo menos 70%. Exercícios, acordar com o sol e recolher-se cedo começaram a fazer parte da minha rotina diária bem como algumas práticas extras como yoga, relaxamento e uso de alimentos com propriedades calmantes. 

Em ambos os casos ( Magnésio e Potássio) estudamos os rótulos muito cuidadosamente e não foi surpresa que acabamos comprando o produto mais caro disponínvel. Ainda assim, é muito mais barato que o remédio receitado que me custaria algo em torno de R$380 por mês e que tem mais contra-indicação e efeitos colaterais do que benefícios! Eu hein!? 

Assim como eu não sabia nada sobre suplementos vitamínicos , muito menos que alguns delas podem ser prejudiciais a sua saúde ( céus, onde vamos parar!), eu espero que este artigo traga um pouco de luz sobre o assunto para você contemplar o que você consome quando decidir suplementar sua alimentação

Artigo traduzido da Revista Well Being Journal, Edição Março/Abril 2013, Vol 22 No 2.

FATORES ESSENCIAIS NA QUALIDADE DAS MULTIVITAMINAS

Por Jason Barker, N.D.

 …o velho ditado “você recebe pelo que você paga”, é especialmente verdadeiro no ramo de multivitaminas e suplementos.

…com um pouco de informação, você pode distinguir as diferenças entre baixa e boa qualidade nutricional de suplementos vitamínicos.

 

Minerais multivitamínicos podem ser uma das partes mais importantes do seu regime alimentar.

Um estudo de junho de 2002, sugere que quase todos os adultos americanos tem algum tipo de  deficiência de vitaminas, e que deveria ser complementado com multivitamínico para reforçar a  ingestão diária. E tendo certeza da necessidade de tomar multivitaminas, a qualidade das mesmas é uma preocupação.

Por isso eu digo a meus pacientes que ingerir multivitamínicos é uma forma de investimento de seguro de vida barato, mas apenas aquele que destina-se a preencher as faltas na sua dieta.(Vamos admitir que nenhum de nós se alimenta adequadamente).

No entanto, o velho ditado “você recebe pelo que você paga”, é especialmente verdadeiro no ramo de multivitaminas e suplementos. A regulamentação dos suplementos é negligenciada nos EU, e para criar um polivitamínico os laboratórios precisam apenas incluir alguns minerais e vitaminas básicos na sua formulação.

Como resultado, há uma diferença grande entre preços e qualidade dos polivitamínicos. E você pode estar certo de que se o preço do  produto for muito baixo, assim também será a qualidade dele. Faça a comparação, pegue vários polivitamínicos disponíveis em farmácias e casa especializadas, por exemplo. A grande maioria, se não todos, são excessivamente processados e contém baixa qualidade de ingredientes, aditivos desnecessários , corantes e conservantes.

Sabendo disto, é difícil argumentar que a saúde não vale o ligeiro aumento de custo de uma qualidade de suplemento nutricional. Fazemos um mau negócio a nós mesmos quando renunciamos um suplemento polivitamínico de qualidade por um mais barato e cheio de aditivos desnecessários e ingredientes de má qualidade.

Felizmente, com um pouco de informação, você pode distinguir as diferenças entre baixa e boa qualidade nutricional de suplementos vitamínicos.

VITAMINAS CARAS

Antes de discutirmos o que seu polivitamínico deveria conter, algumas razões comuns que fazem dos suplementos baratos um pouquinho mais que meramente ‘urina cara’.

BINDERS

Binders são ingredientes adicionados que atuam como cola, mantendo as vitaminas unidas. É fato, este produto age tão bem que muitas vitaminas feitas com este produto químico, nem se quebram no seu trato gastrointestinal e são eliminados como ingeridos. Entre as colas mais comuns estão: Croscarmellose, Cellulose e Shelac.

 

ADITIVOS

Aditivos são usados para preencher espaços ou realçar a aparência das vitaminas. Muitas vezes, estes são ingredientes alimentícios que também são agentes alergênicos. Dentre eles estão açúcar, aspartame (agente adoçante sintético), milho, soja e lactose (açúcar do leite).

CORANTES

Corantes são adicionados apenas para deixar as vitaminas mais bonitas, o que é ridículo, pois você não está comprando vitaminas por causa da sua aparência. Infelizmente, os corantes artificiais podem prejudicar nosso DNA e órgãos, e muitas vezes relacionados a distúrbios de comportamento. Alguns dos corantes mais usados que devem chamar sua atenção são: FD&C vermelho 40 Aluminum Lake, FD&V yellow 6 Lake e FD&C yellow 5 Lake (tartrazine).

CONSERVANTES

Conservantes  são algo que você não precisa, e pior, podem ser muito prejudiciais para sua saúde. Por exemplo, alguns dos conservantes mais comuns encontrados nos suplementos, particularmente óleo de palmeira hidrogenada e benzoato de sódio, podem ser gorduras ácidas trans ou ainda ter efeitos tóxicos. Nenhum dos componentes acima, incluídos no seu polivitamínico, vão aumentar sua saúde, pelo contrário, podem prejudicá-la. Procure polivitamínicos ou suplementos livres destes componentes.

…continuação da Parte II

Traduzido do artigo da revista “Well Being Journal” edição Março/Abril 2013.

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