Multi-Vitaminas – Parte II 02/01/2014

continuação da Parte I

Continuando nossa expedição rumo aos suplementos idôneos…

Em condições ideais, as melhores multivitaminas também conterão as mesmas recentes descobertas de phytonutrientes (plant chemicals) que reflete na atual recomendação de dieta saudável, tanto quanto a dieta Mediterrânea. A dieta Mediterrânea inclui largas porções de vegetais, frutas, azeite de oliva, ervas, frutos do mar, e o mínimo de carne vermelha e produtos do dia a dia.

Melhor de tudo, este tipo de dieta tem sido mostrado por conter diversos benefícios para a saúde, particularmente na prevenção de câncer e doenças do coração.

Esta dieta contém vários super alimentos, designados assim por sua abundante e única forma de ingredientes nutricionais.  Estes incluem couve, beterraba, repolho, brócolis, espinafre, romã, azeitonas, tomates, turmerics, uvas, chpa verde e vinho tinto. Uma nova tecnologia permite a extração dos phytonutrients e serem usados em suplementos, trazendo a abertura entre dieta e suplementação.

Enquanto uma específica dieta multivitamínica é uma grande melhora acima de vitaminas básicas, uma melhora ainda melhor vai incluir nutrientes que atingirá diversos sistemas vitais e processos no organismo.

Principais áreas incluídas:

-Neurológico (cérebro),

-Cardiovascular (coração),

-Mental-Emocional (humor),

-Visão,

-Digestão,

-Inflamação e

-Oxidação (antioxidantes)

Vamos olhar para cada um destes sistemas em detalhes enquanto realçamos alguns dos nutrientes ideais que um multivitamínico deve conter para dar suporte a determinada área de saúde.

Suporte Neurológico

A memória e outras funções cerebrais diminuem lentamente com o tempo, por isso é tão importante estimular o cérebro a medida que envelhecemos. Felizmente existem fatores nutricionais específicos para manter a atividade cerebral e diminuir o processo de envelhecimento do mesmo.

Ashwagandha (withania somnifera)  é uma erva derivada da Ayurveda (sistema médico tradicional Indiano) com efeitos neuroprotetores.  Um estudo de Maio de 2003 mostrou que Ashwagandha protegeu um cérebro agindo como antioxidante, enquanto uma revisão publicada em 2011 mencionou sua utilidade contra condições neurodegenerativas em doenças como Parkinson, Ahlzheimer e  Huntington.

Óleos especiais como ômegas encontrados principalmente em peixes, especialmente o ácido graxo ômega-3, também tem efeitos protetores do cérebro. Um estudo de Janeiro de 2010, declarou que existe uma associação protetora entre o ômega-3 e o declínio cognitivo. Ômega-3 pode prevenir demência limitando inflamação, coagulação do sangue, e melhorando a função da circulação sanguínea cerebral.

E mais, o  ácido docosahexaenoic (DHA), um importante ácido graxo ômega-3 é o maior construtor de células cerebrais.

Clique aqui para ver a parte III deste artigo.

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AZEITE DE CANOLA – Saudável??? 26/12/2013

Se você como eu, caiu no conto da carochinha e acreditou que óleo/azeite de Canola é saudável, meu respeitável amigo, você não está sozinho.

Você sabia que numa pesquisa de mídia popular ( que pena que não salvei esta info) as pessoas sentem-se atraídas pelo azeite de Canola porque rima com Granola e a ideia de que granola é saudável? (Granola não é saudável a não ser que seja preparada adequadamente neutralizando o ácido fítico que, quem segue meu blog já sabe do perigo que este componente vegetal representa).

Mas voltando à Canola, este foi um dos artigos que mais me chocou. Foi como um grande escândalo!  E me deixou irada também sabendo que fomos todos enganados pela indústria alimentícia cujos objetivos não passam de interesses monetários. Como que o azeite de Canola recebeu o rótulo de “Heart Healthy” (saudável para o coração) ? Esta é uma longa história que começou na década de 70 recheada de drama político e interesses financeiros do departamento de agricultura e de alimentos e medicamentos que vamos deixar para um outro artigo.

Abaixo você vai ler o artigo traduzido da Revista Well Being Journal, Edição Novembro/Dezembro 2012 Vol 21 No 6.

AZEITE DE CANOLA – ISTO É SAUDÁVEL?

Por Bruce Fife, Médico Naturopata

“Não existe a planta canola nem mesmo a semente.”

 “É um óleo desenvolvido pelo homem, nunca visto na natureza.” 

 Sempre que compro comida, há certos ingredientes que eu procuro evitar.

Um deles é o óleo de canola. Eu nem toco nele. Leia Mais

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Vivendo com Ácido Fítico – Parte V 21/11/2013

Continuação da Parte IV

Quando eu li esta parte do estudo do ácido fítico eu entendi porque algumas pessoas vegetarianas cuja alimentação é baseada em grãos e que não aplicam os cuidados necessários para seu consumo adequado podem apresentar tantos problemas de desnutrição.

Os grãos em seu estado natural são anti-nutritivos!

black-beans

Hoje em dia com a conveniência dos enlatados (que, diga-se de passagem, já são contaminados no momento em que são enlatados porque a lata recebe um tratamento químico que é aplicado por dentro e que funciona como um filme entre o alimento e a lata para prevenir corrosão.), pré-cozidos (sem neutralização dos grãos e com alta temperatura que destrói nutrientes) e restaurantes ficou muito fácil preparar uma refeição rápida, mas o preço que se paga a longo prazo não compensa. Recentemente li artigos sobre ex-vegetarianos, mas isso é assunto para um artigo futuro que enfrentaram todo tipo de disfunção metabólica, perda óssea, anemia, problemas de trato intestinal, digestivo devido ao consumo errado de soja, grãos, nozes e sementes e que tiveram que aprender à duras penas o caminho de volta à saúde. Isso é também prova de que feijão na mesa todo dia não é necessariamente receita de fortalecimento, a não ser que o feijão tenha sido deixado de molho por pelo menos 24hrs em água com um pouco de vinagre de maçã vivo, soro de leite, limão ou kombucha e depois enxaguado antes de cozinhar para reduzir os anti-nutrientes dos grãos.

Veja abaixo:


O LIMIAR DO FITATO

Germinação libera vitaminas e faz grãos, feijões e sementes mais digestas.

Ao que parece, uma vez que o nível de fitato foi reduzido, de tal forma que há mais fósforo disponível que fitato no grão, temos passado um ponto crítico e o alimento se torna mais benéfico do que maléfico.  A retenção de fósforo diminui quando o fitato na dieta é de 30-40 % ou mais do total de fósforo. Para uma saúde melhor, fitatos devem ser reduzidos, tanto quanto possível, o ideal é de 25 miligramas ou menos em cada 100 gramas, ou cerca de 0,3% dos alimentos ingeridos que contenham fitato. Neste nível, a perda de micronutrientes é minimizado. (Mais tarde publicaremos uma tabela de níveis de fitato em diversos alimentos)

Arroz e pão branco são alimentos com baixo nível de fitato porque seu farelo e gérmen foram removidos, e é claro, eles também estão desvitalizados de vitaminas e minerais. Mas o baixo teor de fitato dos carboidratos refinados podem explicar por que razão alguém cuja família que come farinha e arroz brancos podem parecer ser relativamente saudáveis e imunes às cáries enquanto que comer pão integral e arroz integral poderia sofrer de cáries, perda óssea e outros problemas de saúde.

FITATOS E GERMINAÇÃO

Produtores caseiros de cerveja sabem que para fazer cerveja, eles precisam germinar os grãos. Deixar de molho e germinar sementes é uma boa ideia, mas isso não elimina completamente o ácido fítico.Uma quantidade significante de ácido fítico permanecerá na maioria dos grãos germinados. Por exemplo, o processo de maltagem reduz o ácido fítico em trigo e cevada em 57%. Maltar ( processo de imersão do grão em água, germinação e secagem ) reduz mais anti-nutrientes do que assar.  Eu outro experimento, maltar também resulta na diminuição de 23.9% do ácido fítico após 72 horas e 45.3% após 96 horas.

Em leguminosas, germinação é a maneira mais eficaz de reduzir ácido fítico, mas este processo não elimina  todo o ácido. Germinar amendoins levou a uma redução de 25% de fitatos. Depois de cinco dias de germinação, o grão-de-bico manteve cerca de 60%  do seu conteúdo de fitato e as lentilhas mantiveram cerca de 50% de seu ácido fítico original. Germinar e ferver ervilha d’angola e “bambara groudnut” reduz 56% do ácido fítico. Germinar feijão preto resultou na redução de 75% do ácido fítico após 5 dias de germinação. A germinação é mais efetiva em altas temperaturas, provavelmente por que o calor estimula uma condição que imita a fermentação. Para  painço pérola , germinação em 33º C por um período mínimo de 48 horas remove 92% do fitato. Em 28º C, mesmo após 60 horas, apenas 50% de ácido fítico foi removido. Temperaturas acima de 30º C parecem ideais para remoção do fitato, pelo menos para o painço.

Germinação libera vitaminas e faz grãos, feijões e sementes mais digestas. Entretanto, é uma pré-fermentação, e não um processo completo para neutralizar o ácido fítico. Consumir regularmente os grãos que são apenas germinados  vai levar à ingestão excessiva de ácido fítico. Grãos germinados também devem ser deixados de molho e cozidos.

 

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Vivendo com Ácido Fítico – Parte IV 19/11/2013

Continuação da Parte III

Depois de aprender sobre Fitase e Ácido Fítico, e eu sei que estou sendo um tanto repetitiva, mas não se pode frisar o suficiente a gravidade deste perigo alimentar moderno que é tratado com tamanha irresponsabilidade pela indústria de alimentos processados, que distorce as informações para vender um produto prejudicial como sendo saudável como é o caso dos Cereais Integrais e de Fibra ( All Bran).

Sim, cereais processados fazem mal à saúde! O processo de altas temperaturas às quais os grãos são submetidos sob pressão que é chamado de extrusão mata o componente essencial para a digestão do grão. Seria como enviar você a uma expedição pelo deserto com um cantil de água SEM água. Ou enviar um soldado à guerra sem arma.

Por isso temos que investigar e duvidar de todos os comerciais de alimentos e fazer nosso dever de casa estudando sobre o assunto, já que só temos 1 corpo. Veja abaixo:


FITASE

 O processo de germinação ativa fitase, reduzindo assim o ácido fítico.

 Cereais feitos de   “all bran” ( fibra) e grãos integrais são a receita perfeita para problemas digestivos e deficiências minerais.

Fitase é a enzima que neutraliza o ácido fítico e libera o fósforo. Esta enzima co-existe em  alimentos vegetais que contêm ácido fítico.

Animais ruminantes, como vacas, ovelhas e cabras não têm problemas com ácido fítico porque a fitase é produzida pelos micro-organismos ruminais; animais monogástricos também produzem fitase, embora muito menos. Camundongos produzem trinta vezes mais fitase que os humanos, assim sendo são muito felizes comendo uma matéria-prima de  grão inteiro. Os dados dos experimentos sobre ácido fítico usando camundongos e outros roedores não pode ser aplicado para os seres humanos

De um modo geral, os seres humanos não produzem fitase o suficiente para consumir grandes quantidades de alimentos com  alto teor de fitato regularmente. No entanto, os lactobacilos probióticos e outras espécies da microflora endógena digestiva podem produzir fitase. Assim, os seres humanos que possuem uma boa flora intestinal terá mais facilidade com alimentos que contenham ácido fítico.O aumento da produção de fitase da microflora intestinal explica por que alguns voluntários pode se ajustar a uma dieta de  alto teor de fitato. O processo de germinação ativa a fitase, reduzindo assim o ácido fítico. O uso de grãos germinados irão reduzir a quantidade de ácido fítico para a alimentação dos animais, sem redução significativa de valores nutricionais.

Farinhas e sementes umedecidas ou germinadas em um meio ácido a temperaturas medias, como num processo de fermentação, também ativa a fitase e reduz ou elimina o ácido fítico.

Antes do advento da agricultura industrial, os agricultores normalmente embebiam grão triturado em água quente antes de colocá-lo para aves e porcos. Hoje em dia, os produtores de alimentos para animais adicionam fitase nas misturas de grãos para obter um melhor crescimento em animais. Fitases comerciais geralmente são produzidos usando tecnologia de DNA recombinante. Por exemplo, o gene da fitase bacteriana foi recentemente introduzido na levedura para a produção comercial.

Nem todos os grãos contêm fitase suficiente  para eliminar o fitato, mesmo quando devidamente preparado. Por exemplo, milho, painço, aveia e arroz integral não contém fitase suficiente  para eliminar todos o ácido fítico que contêm. Por outro lado, o trigo e o centeio contém altos níveis de fitase, trigo contém quatorze vezes mais fitase que arroz e centeio contém mais que o dobro de  fitase do que o trigo. Umedecer ou fermentar estes grãos, quando moídos na hora, em um ambiente aquecido, irá destruir todo ácido fítico. O alto nível de fitase no centeio explica porque este grão é o preferido para fermentação de pães.

A fitase é destruída pelo aquecimento por vapor de aproximadamente 80º C em dez minutos ou menos. Molhada em uma solução, a fitase é destruída a 55 a 65º C. Embora aquecer não deixa de ser uma extrusão, este processo destruirá totalmente a fitase – pense nos cereais de fibras como os Brans, muito alto em ácido fítico mas sem fitase alguma que foi destruída no processo de extrusão. Cereais feitos de   “all bran” ( fibra) e grãos integrais são a receita perfeita para problemas digestivos e deficiências minerais.

Veja aqui a Parte V

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