Hipoglicemia 26/07/2013

HIPOGLICEMIA (de Ellen Davis)

Eu quis publicar este artigo sobre Hipoglicemia porque me surpreende a quantidade de pessoas que sofrem desta condição que eu vim a conhecer pela minha irmã que sempre padeceu de fraquezas e tremedeiras remediáveis se ela ligeiro comesse alguma coisa doce. Isso é grave e se você ou alguém que você conhece sofrem de algum distúrbio metabólico estude a respeito e divulge. Esta condição é reversível com uma dieta muito bem planejada rica em gorduras que hoje em dia vivem sob a sombra da vergonha e difamação, mas que culturas milenares antigas usavam para manter a saúde e disposição. Nada de novo aqui, basta olharmos para trás e ver o que nossos antepassados praticavam e que funcionava. Bom proveito!

“Médicos normalmente não estão muito cientes das causas da hipoglicemia, … Mas, se você está tendo esses sintomas, é provável que esteja com hipoglicemia reativa e isso significa que você pode desenvolver diabetes, mesmo que seu nível de açúcar no sangue seja normal.”

“Diminuindo a ingestão de carboidratos, inicia-se um processo de treinamento de seu corpo a queimar gordura armazenada.”

Hipoglicemia e’ uma condição na qual o corpo reage ao que ele interpreta como sendo uma queda catastrófica de açúcar no sangue. Eu digo que o corpo interpreta que é uma queda porque quando se inicia uma dieta baixa em carboidrato, a dieta cetogênica, os níveis de glicose durante a reação hipoglicêmica podem até se mostrar normais porém se faz sentir como uma brusca queda de açúcar no sangue para quem está tendo a reação.

Na minha experiência, a hipoglicemia acontece quando as pessoas começam uma dieta cetogênica pobre em  carboidratos.

Isso pode acontecer especialmente em pessoas que desenvolveram resistência `a insulina devida a ingestão crônica de alimentos ricos em carboidratos.

A Dr. Mary Vernom que trata de síndromes metabólicas e diabetes em pacientes com dietas pobres em carboidratos, diz que atualmente existem dois tipos de hipoglicemias.

O primeiro tipo, a hipoglicemia clássica, acontece quando as pessoas reduzem drasticamente a ingestão de altas taxas de carboidratos a que estavam habituados. Isso acontece durante as primeiras semanas da redução de carboidratos porque seu corpo não tem tempo de produzir enzimas para queimar o estoque de gorduras para produzir energia. A falta de combustível resulta numa baixa transitória de açúcar no sangue.

Hipoglicemia reativa, o segundo tipo, é uma reação aguda a uma refeição com alta taxa de carboidratos.

Quando a pessoa ingere algo muito doce, como um caramelo, por exemplo, ocorre um pico de açúcar no sangue e consequentemente, uma elevação de insulina.

O processo da hipoglicemia

A insulina, um hormônio, é secretado pelo pâncreas em resposta `a presença de alimentos, especialmente ricos em  carboidratos. Sua função é transportar o açúcar no sangue proveniente dos alimentos para as células, onde o açúcar vai ser “quebrado” para produzir energia ou  ser estocado.

A maioria da insulina que o corpo secreta está ligada à quantidade de açúcar no sangue proveniente dos alimentos.

Mantendo uma dieta de alimentos ricos em carboidratos por um longo período causa uma crônica elevação de açúcar no sangue, que resulta numa crônica  elevação nos níveis de insulina.

A resistência `a insulina que se desenvolve em resposta aos altos níveis de insulina tem sido a causa de diversos tipos de inflamações e obesidade.

Quando os níveis de insulina estão altos, as gorduras são estocadas, e a “queima” de gorduras para produção de energia é inibida. Isso é um círculo vicioso, quanto mais carboidratos se come, eleva-se a insulina, e diminui o acesso para produção de energia a partir da gordura, assim, é necessária a ingestão de mais carboidratos para produção de energia.

Um dos benefícios da dieta cetogência é de abaixar os níveis de açúcar no sangue e da insulina, e estimular o corpo a “queimar” gorduras para produzir energia.

No entanto, quando se inicia a dieta cetogênica, seu corpo ainda pode estar habituado a alta taxa de  insulina/ alta taxa de carboidratos, e, provavelmente, pode estar usando carboidratos como combustível, em vez de cetonas.

Para a maioria das pessoas, 50 gramas ou menos de carboidrato por dia é suficiente para produzir energia para o cérebro e o coração. Isto não está escrito em nenhum lugar. Quanto menor resistência `a insulina você tiver, mais carboidrato você pode ingerir. Algumas pessoas podem comer 150 gramas de carboidratos ou mais, e ainda assim usar as cetonas eficientemente para produzir energia. Dietas cetogênicas de curta duração mostram pouco benefício, e esta mudança redefine o tempo que o corpo precisa para se adaptar e construir as enzimas necessárias para queimar gorduras eficientemente e induzir as cetonas.

Diminuindo a ingestão de carboidratos, inicia-se um processo de treinamento de seu corpo a queimar gordura armazenada em vez de carboidratos para obtenção de energia.

Normalmente, leva umas três semanas para o corpo se ajustar aos novos níveis de carboidratos e construir as enzimas necessárias para queimar gorduras armazenadas.

Entretanto, durante esta fase de ajuste, seu pâncreas ainda está produzindo insulina para os níveis de alto consumo de carboidratos. E lembre-se, é o nível alto de carboidrato que eleva o nível de insulina, por isso seu corpo depende de carboidrato, assim não há acesso à gordura armazenada.

Assim que seu corpo estiver com baixa taxa de carboidrato, em poucos dias, o carboidrato armazenado (glicogênio) do fígado e dos músculos serão usados para gerar energia. No entanto, se o glicogênio estiver muito baixo, o pâncreas produzirá mais insulina do que o seu corpo precisa, e ocorrerá um episódio de hipoglicemia.

Isso funciona da seguinte maneira: seu corpo percebe que o açúcar do sangue está baixo e vai retirá-lo de algum lugar. Agora ele precisa de combustível! Então o corpo libera adrenalina que “avisa” o fígado para metabolizar alguma proteína em açúcar rapidamente, e com isso se estabilizar. A adrenalina causa alguns sintomas como: palpitação, fibrilação, tontura, sudorese, dor de cabeça, nervosismo, irritabilidade, tremores, rubor, desejo por doçura, fome, náusea, vômito, pânico, torpor, frio nas extremidades e fadiga por várias horas.

Geralmente, bebendo ou comendo algo doce, como suco de laranja ou balas melhora os sintomas em poucos minutos.

Em minha experiência, um ou dois tabletes de glicose resolvem o problema rapidamente. Ao se iniciar a dieta cetogência eu recomendo comprar algumas barras ou bebidas de glicose e carregue-os sempre com você. Esses produtos são encontrados em prateleiras de produtos dietéticos em várias lojas e supermercados.

COMO EVITAR A HIPOGLICEMIA REATIVA

A curto prazo, quando se inicia a dieta pobre em carboidratos, é recomendável, comer a cada duas horas, em média. A longo prazo, a melhor maneira para evitar a hipoglicemia reativa é reduzir permanentemente a ingestão de altas taxas de carboidratos.

Esta estratégia vai diminuir o nível de açúcar no sangue e consequentemente, o da insulina. Uma vez que o nível de insulina volta ao normal, seu corpo pode acessar as gorduras armazenadas e convertê-las em energia mesmo que você coma menos.

Durante a fase da dieta cetogênica pobre em carboidratos, é bom você se alimentar a cada duas ou três horas. Até seu corpo estar treinado a queimar a gordura armazenada não ultrapasse quatro horas sem alimentação.

Médicos normalmente não estão muito cientes das causas da hipoglicemia, porque associam seus sintomas a causas nutricionais. Mas, se você está tendo esses sintomas, é provável que esteja com hipoglicemia reativa e isso significa que você pode desenvolver diabetes, mesmo que seu nível de açúcar no sangue seja normal.

Se você tiver hipoglicemia severa, iniciando a dieta cetogênica, você precisa reduzir seu consumo de carboidratos lentamente por um período longo para minimizar esses sintomas.

Eventualmente, com a redução na ingestão de alimentos ricos em carboidratos é provável que você evitará a hipoglicemia reativa.

Alimentos ricos em carboidratos para evitar na dieta cetogênica:

  • Açúcar e alimentos doces: leia rótulos e bulas e evite qualquer alimento que contenha açúcar mascavo, açúcar de cana, xarope de milho, sorgo, mel, xarope de bordo, sacarose, maltose, frutose, glicose, lactose e  os álcoois de açúcar, tais como, sorbitol, xilitol, manitol e maltitol. Se o gosto for doce, você deve evitar.
  • Todos os grãos (trigo, cevada, centeio, sorgo, arroz, etc) Feijões e lentilhas são ricos em amido. E produtos feitos a partir de flores de grãos: pão, waffles, panquecas, massas, cereais frios, cereais quentes, biscoitos, bolos, tortas, etc.
  • Produtos de milho, incluindo pão de milho, chips, polenta, pipoca, etc. O milho está em muitos alimentos como xarope de frutose de milho (HFCS – high frutose corn syrup), espessantes ou conservantes. Então, leia os rótulos.
  • Batatas, e seus produtos: batatas-fritas, tortas, etc.
  • Sopas enlatadas e ensopados – a maioria dos produtos enlatados contêm espessantes de amido.
  • Alimentos processados, porque a maioria são ricos em trigo e açúcar e são os piores alimentos ricos em carboidratos por causa do conservante adicionado.
  • Vegetais amiláceos, tais como, milho, batata doce, feijão, ervilhas, quiabo e alcachofras.
  • Cervejas, que são feitas de grãos (elas são feitas com baixo teor de carboidratos, mas se você decide limitar a quantidade de carboidratos, você deve decidir se vai querer ou não).
  • Vinhos doces, Moscato e Riesling. Todos possuem alto teor de açúcar.
  • Refrigerantes normais contém altas quantidade de alta frutose de xarope de milho, que é extremamente perigoso ao seu fígado.
  • Leite, especialmente desnatado e 1% de gordura, são cheios de lactose, um tipo de açúcar. Leite fermentado como queijos e iogurtes tem menos lactose porque a bactéria usada para fermentar digere parte do açúcar.
  • Frutas de qualquer tipo ( seca, fresca, congelada): frutas são ricas em carboidratos e frutose. Frutose mesmo a partir de frutas naturais, coloca uma grande carga metabólica no fígado se ingeridas em grandes quantidades.
  • Sucos de frutas e de vegetais de qualquer tipo.

(Fonte:www.ketogenic-diet-resource.com. )

Traduzido do artigo publicado na revista Well Being Journal, edição Novembro/Dezembro 2012.

 


Meu nome é Cristine e este blog é para você. Ele também representa um novo começo para mim.

Sou apaixonada por saúde, moro na Florida, USA e administro nossa empresa de exportação.
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