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Bolo de côco angelical – sem glúten e sem açúcar branco 18/11/2018

A parte mais difícil na transição para uma vida mais saudável é largar o açúcar, certo? Venhamos e convenhamos, ele está em todos os cantos esperando por você para dar o bote e lhe levar ao caminho do envelhecimento precoce.

A única maneira de deixar ele de lado é oferecer ao seu paladar uma opção compatível dentro da linha “comida saudável”. Venhamos e convenhamos, isso geralmente é uma bucha. Substituições e adaptações quase nunca satisfazem, concordam?

Mas eis que há um bolo de côco verdadeiramente angelical que me deixou muito feliz nesta manhã de domingo de outono.

Eu sempre gostei tudo côco mas sempre tive medo de comer qualquer coisa que contivesse côco desde que tive que ir pra emergência do hospital em 2000 com uma enxaqueca que me levou à beira da loucura. Foi a primeira vez que tomei uma injeção na veia para controlar uma dor que me debilitou a ponto de xingar quem não merecia. Eu havia comido uma torta de côco que comprei numa padaria no bairro Santana em Rio do Sul. A imagem ainda está gravada na minha mente. Uma das grandes tentações virou um pesadelo tormentoso. E desde então eu considerei côco um fator alérgico de alta periculosidade seguindo o raciocínio do médico que me atendeu naquela madrugada. Ele concluiu que eu havia comido algo que realmente me fez mal e a única coisa diferente que comi havia sido a torta de côco. Coitado do côco, condenado erroneamete. A culpada mesmo era a gordura vegetal usada na torta. Hoje eu consigo isolar a causa porque sinto reação ruim se volto a ter contato, especialmento associada à açúcar e alta temperatura onde o doce fica tostado.  Levei 12 anos para aprender isso.

Até o ano de 2000 eu não tinha muito uso para côco. Ele era limitado à uma água de côco no verão, cocada que é mais açúcar do que côco e deixei de curtir após a adolescência e eventualmente um bolo ou uma sobremesa. Hoje côco faz parte da minha dieta diária. Uso e abuso desta deliciosa fruta que a natureza nos oferece. Aprendi a incorporar o côco em todas as refeições da meu dia a dia. Até aprendi a fazer bochecos com óleo de côco ao acordar, antes de escovar os dentes, por uns 10 a 15 min. Algo que leva uns 10 dias para você aprender a gostar mas que se torna irresistível e os benefícios são muitos mas vou deixar isso para um próximo artigo.

O bolo de côco que fiz ontem à noite não leva trigo branco nem áçucar – os dois processados mais consumidos e uma dupla inimiga da nossa vitalidade. A receita eu vi no blog da Carrie Vitt www.DeliciouslyOrganic.com.

INGREDIENTES:

Para a massa

  • 8 ovos de galinha caipira em temperatura ambiente
  • 1/2 xíc de mel puro local
  • 6 colheres de sopa de manteiga sem sal em temperatura ambiente
  • 1/2 xícara de creme de côco (você pode deixar uma lata de leite de côco na geladeira por 12hrs e abri-la na parte de baixo. Descarte o líquido e use o creme)
  • 1 colher de extrato de baunilha caseiro
  • 1 xícara de farinha de côco
  • 1/2 colher chá de bicarbonato de sódio
  • 1/2 colher chá de sal céltico

Para a cobertura

  • 200 gr de manteiga sem sal em temperatura ambiente
  • 200 gr de creamcheese ( ou iogurte natural integral drenado levemente batido com uma pitada de sal. Esta opção lhe oferece o benefício dos probióticos)
  • 1/2 xíca de manteiga de côco
  • 1/4 xícara de mel cru puro local (boas bactérias para sua imunologia)
  • 1 colher sopa de extrato de baunilha caseiro
  • 1 xícara de côco ralado ou em flocos sem açúcar levemente tostado.

INTRUÇÃO

Aqueça o forno em 175 C e unte uma forma redonda de 23cm com manteiga ou óleo de côco.

Em uma batedeira fixa bata os ovos e o mel em velocidade méia alta por uns 5 minutos até criar uma mistura homogênea fofa. Você vai ter uma gemada. Agora adicione e incorpore a manteiga em colheradas, uma de cada vez em velocidade baixa. Em seguida a manteiga de côco, uma colherada por vês e a baunilha.

Misture a farinha de côco, sal e bicarbonato e adicione esta mistura lentamete à mão à gemada doce. Despeje na forma e deixe descansar por 5 minutos. Isso permite que a farinha de côco absorva a umidade.

Asse por 25 a 35 min, depende muito do seu fôrno. Fique de olho quando começa a dourar em volta.

Retire e deixe descansar dentro da forma por pelo menos 10 min e desenforme para esfriar completamente.

Para a cobertura: Bata todos os ingredientes, exceto o côco tostado, na batedeira fixa em velocidade média por 2 ou 3 min. Você verá uma consistência firme e fofa. Agora é só “chimiar”o creme e cobri-lo com o côco ralado tostado.

Bom proveito e saúde!

Você fez esta receita? Me conte como foi!

 

 

 

 

 

 

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Bolo de cenoura sem trigo 06/07/2018

Fazer bolo sem trigo era inconcebível pra mim até 2013. Nem sabia que era possível!  Bolo sempre foi uma mistura de trigo com mais ingredientes e desde que comecei a estudar mais sobre saúde e sobre como funciona o sistema digestivo aprendi que bolo pode ser feito sem trigo para pessoas que por diversas razões queiram evitar o glútem.

Atualmente as pessoas estão com os sistema digestivo debilitado devido à toxicidade do ambiente, dos alimentos processados e falta de alimentos naturalmente fermentados ( os probióticos) e de alimentos naturais (vegetais e frutas cruas, gorduras e proteínas de boa qualidade). Com este quadro agravante, consumir alimentos fáceis de digerir é uma ótima ajuda para o seu organismo. O trigo é consumido pelos humanos há milhares de anos, mas não da maneira que ele é produzido e processado nos últimos 50 anos, por isso tanta gente está desenvolvendo a intolerância à proteína do trigo – o glútem.

Além do trigo estar envenenado pelos agrotóxicos da lavoura ele é submetido à processos de refinamento duvidosos que removem a parte nutritiva e necessária para a digestão do glútem com fins de prolongar o tempo de estocagem. Juntando isso ao estado debilitado do sistema digestivo de 85% da população, muitas pessoas descobriram que viver sem trigo faz bem. De repente elas se sentem melhores, mais leves, menos dor de cabeça, mais energia, etc.

A médica Russa Dra Natasha McBride explica em seu livro “Gut and Psychology Syndrome” ( a síndrome do intestino e psicologia) como a digestão do trigo no intestino de pessoas com flora bacteriana fraca ou ruim pode causar reações químicas que afetam o cérebro e causam efeitos similares aos causados por opioides. Falta de foco e atenção são rompantes entre as crianças atualmente. Eliminar o trigo processado pode ser uma das inúmeras providências a serem tomadas para reverter esta síndrome nas crianças e também adultos.

Este bolo vem da coleção de receitas recomendadas dentro do programa GAPS (Gut and Psychology Syndrom) e diga se de passagem, não cai nada baixo no ranking de bolos Gourmets que já experimentamos. Ele é super denso (como tudo da linha GAPS)! Por isso guardo ele fatiado no freezer pois leva dias para consumir um bolo destes inteiro em 2 pessoas. Esta receita é do livro “Heal Your Gut Cookbook” de Hilary Boynton e Mary Brackett.

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Leite dourado 24/06/2018

A Cúrcuma/ Açafrão é uma nova adição à minha cozinha.

Aprendi que ela é um dos anti-inflamatórios mais poderosos que podemos facilmente adicionar à nossa dieta contribuindo positivamente para o bem estar geral do seu corpo. Já que toda doença tem origem em um estado inflamatório, por que não vacinar-se diariamente com este elixir da boa saúde?

Uso um pedacinho da raíz crua nos sucos de vegetais, nos smoothies com folhas verdes, mas atualmente estou apaixonada pelo Leite Dourado. Tão fácil de fazer…

INGREDIENTES:

  • Leite de côco  , leite de amêndoa ou qualquer outro de sua preferência
  • 1 colher de chá de açafrão em pó, ou um pedacinho de raíz descascada
  • um fiozinho de mel

INSTRUÇÃO:

Bater no liquidificador frio ou quente. Se vc usou a raíz, deixe processar bastante tempo para pulverizá-la.

Pronto! hhmmmm…

 

 

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Kombucha saborizada. Ou não! 13/06/2018

Enquanto reviso as páginas desta “bíblia” da kombucha, sinto me indecisa sobre qual é o melhor sabor de kombucha que já provei. Banana com chocolate ficou gravado na minha memória! ahhh tenho que fazer de novo! Kombucha é como música e as combinações são praticamente infinitas. Todas as combinações, entretanto, têm um começo em comum: chá, açúcar e s.c.o.b.y. (symbiotic culture of bacteria and yeast = cultura simbiótica de bactérias e leveduras). No Brasil deveríamos usar o nome c.s.d.b.l. mas como isso não tem como pronunciar, prosseguimos com o acrônimo Inglês mesmo.

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